Wednesday, November 24, 2010

Alexandrina Soares

Alexandrina Soares

Ainda eras uma menina
Teus cabelos longos ao vento
Amor a primeira vista
Princesa em pensamento
Por ti lutou contra tudo
Gritanto bem alto ao mundo
Amas-te-o com cingeleza
Do teu coracao profundo

Hoje era teu aniversario
E nunca esta alma deixou
De lembrar Alexandrina
Que seus filhos acariciou

Venha la quem vier
Por esta terra passar
Amada foste mulher
por a tantos ajudar

eu em pequena fiquei
em teus bracos embalada
e ja mais crescida chorei
por nao seres bem tratada

tuas ultimas palavras ditas
“se feliz lalita” fica bem
que elas sejam benditas
minha tia! minha mae!

Lalitalisboa novembro 24th, 2010

Tuesday, November 16, 2010

lalitalisboa: POR ESTE CAMINHO...

lalitalisboa: POR ESTE CAMINHO...

POR ESTE CAMINHO...

Para descrever o caminho
que me trouxe ate aqui
embalei-o com carinho
so depois o entendi

rua que nao conhece o andar
nao merece ser pisada
e neste meu velho pensar
que me foi apregoada

por entre folhetos pardos
la dizia o cancioneiro
venham senhores bastardos
encontrareis dinheiros

ao acaso mal partiam
deixando bastardos mais
e nem os choros houviam
das belas junto ao cais

o tempo passado fora
so um marco no caminho
pois ninguem conhece a hora
que pisou devagarinho

Lalita Lisboa 2010

Thursday, October 7, 2010

Be strong! Mom...Be strong...

Estavas dormindo meu amor
quando minhas lagrimas
te davam um tremor...
ao meu lado baixinho,
sussurravas "be strong mom, be strong"...
decidi sorrir a minha dor
seria um bom caminho,
ainda com um no na garganta...
cantei-te a "lullaby song..."

lalita lisboa 2010

Tuesday, March 16, 2010

O Sol So Ele...

o sol, so ele me aquece a alma
levanta-se demanhanzinha
pra me enviar a calma
e so la para a tardinha
me deixa mais luz
mais lenta faz juz

pensando que abranda
um elevar de cabelos
de entalhar demanda
filhos sejam meus espelhos

para no brilho luar
de uma centelha qualquer
saiba o verbo amar
que criou esta mulher

pensei no sol de inverno
num dia de estontear
e debrocei-me ja velho
tinha brilho no olhar

um calor sem esplicacao
tremelica ferozmente
leva-me o coracao
de uma vez para sempre!

Thursday, March 11, 2010

A Campa

se em pedra me tansformaram
porque dureza me queriam
assim pedra encontraram
na quimera que seguiam

fiquei sem luz derrepente
o ar me sofocou por sinal
e distante fiquei gente
numa estatua que restou

atirei-me de contro o lago
que por demais restou
era tanto o sal amargo
que a pedra se quebrou

em minusculos cristais
alguem com suor colou
e sem preceber os sinais
numa campa a enfeitou

Tuesday, March 9, 2010

Vou

vou


voar numas asas qualqueres


nem que seja de cristal num nevoeiro


de sol cheio de luz sem mostrar





mas vou


conserteza que ja sentindo

na escala doque mais dou


parada sem ter razao sorrindo


e vou


ate que estilhacada


por relampago fulminante


numa estrela formada


me sinta mais que distante

Abracei

quando escolhi viver
nas margens do rio nascente

ainda crianca brincava

mas la fui naquela corrente



abracei as aguas fortes

sem pesar me alimentei

e se algo me der sorte

boa escolha abracei



do lago que vem o rio

ja as areias se foram

mas sem perder o feitio

alegrias amais choram



vem ate mim espraiar

no sosego te acompanho

posso nao saber te amar

minhas lagrimas te dou banho

Videira de Veludo

se tivesse uma videira

daquelas de embelesar

contava com uma roseira

para dela se perfumar



uma aliada qualquer

mesmo que de veludo envolta

em alvorninha deitada

a sombra duma azenheira solta



la em baixo puxei vento

agua e ate suor

para que me tirasse alento

desmoronando com dor



ah que linho que teceu

uma velhinha ja ida

com amor que me deu

fez-me guardar a guarida

Thursday, March 4, 2010

lalitalisboa: Silence

If I stay very steel
in time of disarray
in bet wen the care
it might be in dismay

but I know that I trying
to invest in my illusion
on a moment of confession
it is better than dying

what color is the silence
the count what is amiss

no texture no grease
a contemplation bliss

les a les

se ave maria bastasse
para acalmar meu tormento
viera ca a este mundo
o sem nao mais de alento

que embrulhada seria
sem tratar do animal
coices desespero que um dia
levantava um arraial

ah sem tecto que andas bem
a murar de les a les no ar

mataste a tua mae
com o bafo do teu zurrar